"Com o primeiro Nicola aprendi a acreditar no destino. Trouxe consigo o amor de verdade e me fez desejar ficar velhinha ao lado dele. Com o segundo Nicola descobri o significado do amor incondicional. Ele me completa como pessoa e me ensina, a cada dia, amar ainda mais a vida."

domingo, 3 de junho de 2012

E o prêmio vai para ...

Gostei de ver. Todo mundo chutando. Ê beleza!!!!!!

Brincadeiras à parte: estava super fácil, não?!

A primeira que acertou, e no chutômetro, foi ...






BloggerWilqui Dias disse...
ô eu sou tao desligada, nao faco idea do que seja, olhei, olhei e olhei e nada me veio a mente, no chutometro vou achar que é essa menina desenho que tem sua voz contando sobre os seus Nicolas, foi a primeira vez que dei play na minha curiosidade nada grande rssss. achei legal ela segue com os olhos o cursor do mouse hahahaha e o melhor tem sua voz, como só vim parar pra ver isso hoje, vou chutar que é isso tá? rsss
um bjao pro cês.
1 de junho de 2012 11:47


Parabéns, amiga blogueir@! Agora preciso do seu endereço pra mandar o presentinho. Pode mandar pro e-mail do blog: blogtatieseusnicolas@hotmail.com

Laurinha (que chutou em várias opções - alguma tinha que ser, né?!), Bella Rose, Mana e Gabriel: obrigada por terem participado mas, sobretudo, por nos acompanharem. Aguardem os próximos sorteios.

Beijos e bom domingo!!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vamos Brincar?

Leitores e Leitor@s!

Tem novidade nova aqui no meu blog. Acho que ninguém percebeu - ainda.

Então, o primeiro ou a primeira que descobrir, vai ganhar um presentinho.

Mas só vale a resposta aqui no blog - ou seja, descobriu, clica ali embaixo do post  e deixa  comentário.

Não vale recado via e-mail, Facebook, etc etc.

Só vale resposta aqui no blog.

Tempo da brincadeira: até domingo.

Beijos e bom finde a tod@s!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Feridas de Guerra.

Essa semana, parece ser, está sendo dedicada à saúde.

Mamãe aqui foi num dia no oftalmo, no outro traumato ... e ontem foi dia do Pequeno visitar uma pediatra. Precisava fazer uma revisão, o controle de vacinas, pegar atestado de aptidão física pra escola (te mete!) e tirar alguma que outra dúvida - que nem eram muitas (não sou uma mãe neurótica-apreensiva-preocupada-demais).

- "Tudo bem. Tudo OK. Deixa de ser chata, prefiro ele assim pequenino, magrinho, mas dentro da média." Esse é mais ou menos o resumo do que a pediatra me falou.

Como Pequeno nunca havia feito exame de sangue (bom, na verdade ele fez um com 6 meses) e como a escola também pede confirmação de tipo sanguíneo e fator RH, a pediatra solicitou uma análise de "presente" pra ele.

Assim que hoje acordamos e fomos de caminho ao centro médico. Fui comentando com ele, pouco a pouco, o que iria acontecer.

- "Vai vir uma titia (ou titio), vai dar uma picadinha (como aquela dos mosquitos) no teu bracinho e vai tirar um pouquinho de sangue pra medir a tua energia".

- "Mas vai doer muito?"

- "Não ... é uma picadinha. E é bem rapidinho. Logo passa."

Ok. Chegamos no centro médico, esperamos um pouquinho e logo Pequeno foi chamado. Enquanto a enfermeira batia papo com ele, fui preenchendo ficha, dando dados, endereço, telefone, etc. Expliquei que era o primeiro exame dele. Por via das dúvidas, mandou que sentasse com ele, cruzasse minha perna com a dele (caso ele quisesse correr) e segurasse, também, o bracinho.

- "Pra que tu tá amarrando meu braço com essa corda??? Tá muito apertado!"

A enfermeira explicou.

- "Mas vai durar muito? Cinco minutos?", perguntou o Pequeno apreensivo.

- "Nada, 30 segundos".

- "Ah, tá!", respondeu. [fiquei pensando se ele realmente sabe a diferença entre 30 segundos e 5 minutos]

Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

Sim. Esse foi o momento em que o sangue foi tirado.

Com o olhinho arregalado e cara de pânico, Pequeno olhava fixo pros tubinhos enquanto o sangue saía.

- "Pronto! Acabou, filho".

- "Moça, tu vai me botar um curativo?"

Pequeno deu tchau e até agradeceu à enfermeira.

Aproveitei que perto dali era o posto de vacinação e resolvi passar (e Pequeno foi todo o caminho com o braço esticado, mostrando pra todo mundo que tinha feito exame de sangue). Tinha que pegar o livro de vacinação do Brasil pro Pequeno e, também, controlar qual (quais) vacina(s) ainda faltava(m) pro Pequeno.

A BCG, que Pequeno nunca tomou, tem que esperar. Precisa fazer um teste que, pelo que entendi, é pra saber se ele já teve "contato" com o vírus e, dependendo do resultado, ele toma ou não a vacina.

Mas não escapou de tomar uma outra vacina. Comentei que ele acabava de fazer exame de sangue. A enfermeira do posto disse que sem problemas e daria a vacina no outro braço.

Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Sim. Esse foi o momento da vacina no braço.

Três lágrimas depois, Pequeno já estava pronto pra ir embora.

A enfermeira comentou que esta vacina era muito dolorida. Provavelmente ficaria "inchadinho", que tinha que fazer compressa com gelo e que poderia dar febre.

Por volta do meio dia Pequeno começou a ficar "chatinho" ... e dramático:

- "Ai, meu Deus! Meu braço. Nunca mais vou poder ir pra escola".

- "O que vai ser de mim? Dói muito."

- "Eu quero o meu pai. Preciso dar um abraço nele."

- "Acho que eu vou morrer ... ai ai aiiiiiii".

- "Preciso descansar, mas meu braço não deixa. Mãe, lê um livro pra mim?"

-  "O que eu vou fazer? O que eu vou fazer? Nunca mais consigo mexer meu braço."

Já acendi 5 velas pra Santinha das Mães sem Paciência. Judiaria!


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Balanço.

Nesta semana completamos 3 meses em solo brasileiro. Não é tempo suficiente pra fazer uma "retrospectiva", mas mesmo que sem querer, é tempo - ainda - de se fazer comparações.

O marido diz que "parece uma vida" que estamos por aqui. A verdade é que também tenho essa sensação. E ainda não sei dizer se isso é bom ou ruim. Ele diz sentir saudades de sair na rua e ver belezas históricas. Acho que é porque estava muito mal acostumado em Roma: qualquer tempo livre no trabalho era suficiente pra descer, beber um café, comprar um sorvetinho e fazer uma caminhadinha pelo centro histórico romano.

Como ele diz: aqui ele tem dias bons e dias não tão bons. Aliás [ele vai me matar por escrever isso ... perdoname, amore!], nunca vi meu marido tão reclamão quanto aqui. Eu digo a ele que tem duas possibilidades: amar o Brasil e nunca mais querer ir embora daqui. Ou, pensarmos na possibilidade de volta. No momento, ficamos por aqui. Mas não descartamos voltar algum dia.

Quanto a prestação de serviços, nem tem comparação. Lá nunca tivemos problema, por exemplo, com internet. Aqui, não faz nem 15 dias que instalaram e os técnicos da Net tiveram que voltar. E o problema não foi solucionado. Várias vezes ao dia a internet cai.

As coisas funcionam devagar. As pessoas parecem não ter vontade alguma de fazer as coisas.  Estou  esperando (há não sei quanto tempo)  o senhor vir instalar o ventilador de teto ... e ele não vem. Esperamos não sei quanto tempo uma resposta por parte da imobiliária  ... e eles não dão. E poderia dar outros exemplos mais.

Pequeno está se adaptando de maravilha. Aliás, até o apetite da criaturinha aumentou. Fico feliz em vê-lo comendo tantas frutinhas que antes não comia. Da felicidade dele em conversar com as pessoas na rua.
[Aliás, uma das coisas que mais me impactou nos nossos primeiros dias por aqui, foi a "estranheza" dele no "por que as pessoas sorriam e vinham falar com ele?"]

E tenho certeza de que todo esse processo de adaptação vai fechar seu ciclo logo quando ele iniciar na escolinha por aqui.

E eu? No geral, estou bem. Feliz, mas com saudades.

Saudades das pessoas, nem vou comentar. Senão, como diria minha bella amica Rose, vai me atacar la mantequilla. Sinto muito a falta da minha sogra, de estar na casa dela. Da rotina de pegar o carro no final de semana e sair rumo a Capistrello. Saudades dos sobrinhos. O pequenino de todos no final de semana partiu meu coração: não queria dar Ciao no Skype de jeito nenhum. Só gritava: "Zioooo, ziooo" (tio, tio). Que dó!

Sinto falta da minha sacadinha. Abrir as janelas todas as manhãs e dizer "bom dia, Roma!".

Saudades da minha casa, do piso de mármore retinho  e limpinho. Da minha cozinha (que eu planejei), cheia de armários e espaçosa. Do meu quarto espaçoso. Do supermercado do bairro. Do centro comercial. Saudade de pegar o 90 (linha de ônibus) com o Pequeno e ir buscar o Papai no trabalho. E, logo, fazermos uma caminhada pelo centro, comermos uma pizza e depois voltar pra casa. Saudade de planejar alguma viagem legal pela Itália mesmo. Ou da possibilidade de planejar uma viajem mais longuinha, por algum país vizinho.

E se penso que agora estão em plena primavera (minha estação favorita) e lembro de Roma com flores, os dias mais longos, o povo que fica até mais feliz com a chegada da primavera ... daí sim é que bate a saudade.

Então, isto significa que estou triste e infeliz aqui? Não. Meus primeiros meses em Roma foram super difíceis. É tudo questão de deixar o tempo passar. É tudo questão de adaptação.

Tinha muitas coisas que não gostava de lá. Tem muitas coisas que gosto daqui. As belezas naturais do Rio de Janeiro são maravilhosas.  As pessoas são simpáticas. A comida. O clima.

Tenho certeza de que quando superarmos esse processo chato de comparação insistente, seremos mais felizes. Como disse antes, é questão de tempo.

Próximo passo é organizar a vidinha do meu Pequeno, ver como ele vai se adaptar na escola. Pra, logo, 're-organizar' minha vida profissional. Bate um certo medo, de se vou dar conta. Uma certa dúvida do o que vou fazer. Uma certa angústia por como ele - o Pequeno - vai reagir. Ter sido mãe por tempo integral durante quase 5 anos e encarar agora um mercado profissional, não será nada fácil.

O importante será fazer um balanço geral. Se a soma no final for positiva, estará tudo bem. E, se vez que outra, tivermos que fazer uma auditoria interna pra controlar a situação, sem problemas também.

Como sempre: é tudo questão de tempo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Visão Nota 1.000

Ontem fui consultar com um oftalmo. Na verdade, uma oftalmo super simpática. Como era de se esperar, fui com o Pequeno à tiracolo.

No caminho, Pequeno preguiçoso, ainda comentou:

- "Que legal esse doutor! É pertinho de casa, nem precisa pegar o metrô."

- "Igual ao pai" , pensei.

Chegamos ao centro médico, esperamos um pouquinho e logo fui atendida.

Conversa vai, conversa vem. Algum que outro pequeno problema de miopia, mas nada sério (até mesmo sem necessidade de óculos).

Nessas alturas, Pequeno já havia ganho a simpatia da doutora.

Ela me perguntou se ele, alguma vez, havia feito exame de vista. Disse que com um especialista não. Sempre fez os exames básicos no consultório da pediatra. Mas como ela nunca havia comentado da necessidade de um exame específico, nunca o levei num oftalmo.

- "A senhora se importa se eu fizer um exame de rotina com ele, pra aproveitar que ele já está aqui, todo contente, sem medo?", perguntou.

- "Não me importo de maneira alguma, pelo contrário."

Aí iniciaram as perguntas:

- "Isso é pra ver meu olho?", "O que é aquilo ali dentro?", "uauuuu, essa luz é igual a do Grêmio", "Eu não sou do Vasco, sou do Grêmio", "Isso é que nem tu fez na minha mãe, né?".

Então chegou o momento do último exame: aquele mais que conhecido, de colocar uma espécie de óculos gigante, onde as lentes vão mudando e a gente tem que adivinhar as letras do painel.

A doutora piscou o olho pra mim, e disse:

- "Vamos ver se tu consegue ler".

Pequeno, feliz com aquele "óculos diferente e gigante", comentava:

- "Isso é numero. Isso é letra."

Inventava uma que outra coisa. Até que apareceu o seguinte cartaz:

Pequeno, todo feliz, soltou:

- "Ahhhh, esse eu sei ler. Esse eu sei!!!! É a letra do meu nome ... e a outra é a do Zorro".

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hablando Mucho.

Eu e Papai estamos cheios de orgulho.

Há algum tempo descobrimos que nosso Pequeno não é mais bilingue, mas sim trilingue.

Antes de seguir com o post, deixa eu fazer um largo parêntesis:

(pra quem nos acompanha pelo blog, mas ainda não sabe, eu e marido nos conhecemos na Espanha. Casamos lá, nosso Pequeno nasceu por lá  e tivemos uma vida em comum em Madrid que durou 5 anos e um pouquinho. Logo, quando nosso Pequeno tinha um aninho e alguma coisa, decidimos ir pra Itália. Mas, por circunstâncias da vida, eu e marido seguimos, sempre, nos comunicando em espanhol. Com esse idioma nos conhecemos, nos enamoramos, gamamos um no outro. Foi num "si" bem espanhol que juramos fidelidade e respeito mútuo diante de um juiz de paz lá no registro civil de Majadahonda)

Fecha parêntesis.

Nunca exigimos que o Pequeno aprendesse espanhol. Eu sempre falei com ele em português, desde quando estava dentro da minha barriga. Simplesmente por instinto. Não saía outra maneira de me comunicar com ele. Papai, por sua vez, sempre se comunicou com o piccolo em italiano.

Acontece que ele - Pequeno -  SEMPRE escutou mamãe e papai hablando em espanhol. Muitas vezes repetíamos o que estávamos  falando num idioma que - acreditávamos - ele pudesse entender. E, às vezes, quando queríamos conversar "coisas de adulto", não nos preocupávamos em traduzir. Pois, pensávamos, era uma maneira segura de comentar/falar algo sem que Pequeno entendesse.

Até que tudo começou a fluir de maneira natural. Pequeno foi aprendendo a falar e instintivamente, começou a traduzir pequenas palavras de um idioma ao outro: "isso é assim em italiano, é assim em português e em espanhol é assim".

E de uns tempos pra cá, descobrimos que ele sabe muito do espanhol. E, cada vez que perguntamos e ele responde certinho, eu e Papai esboçamos um sorrisão de orgulho e felicidade.

Estamos colhendo um resultado que nem esperávamos.

Fico feliz que ele saiba o seu idioma de nascimento. Embora no papel meu Pequeno seja ítalo brasileiro, ele também é espanhol de nascimento. Pra mim é super importante que ele conserve um pouco da sua origem. Afinal, Espanha sempre será um país especial pra gente. Lá nasceu nossa família.

Bendita seja a terra do olé!

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Enquanto isso, Pequeno segue sua luta diária com o português:

- "Mãe, tu fizeu a torta pra mim?" (fizeu = fez)

- "Só fazi xixi". (fazi = fiz)

- "Eu provi teu café". (provi = provei)

- "Tu dizeu pra mim". (dizeu = disse).

na feira agora pela manhã, comendo uma melancia que, segundo ele, estava uma "delícia maravilhosa"

sábado, 26 de maio de 2012

Abraço Sincero.

Depois de falar com a família por internet e telefone, decidimos fazer um passeio pela praia de Botafogo em direção ao Flamengo. Descobrimos que a travessia nem é tão complicada assim (tem passagem subterrânea), que havia muita gente curtindo um calorzinho bom (dava até praia), que boa parte do início do caminho fede cheira a esgoto e que a vista é muito bonita. Nesses momentos descobrimos que somos(sou)  é chatos(chata) demais: nos deixamos influenciar pelo estresse diário e esses grandes e importantíssimos detalhes quase que passam desapercebidos.



A caminhada foi boa. Pequeno pediu colo. Jogou bola com o Papai, brincou, bebemos água de côco e fez até amizade.

Estávamos num campinho, para que minhas "duas crianças" pudessem jogar futebol. Logo, se aproximaram 3 menininhos. Os dois maiores não deram muito papo. Logo saíram brincando de pega-pega. O menorzinho, com carinha e jeitinho de serelepe, ficou brincando com o Pequeno.


teve direito a coreografia depois de cada gol

Não sei se era um menininho de rua. Por um momento pensei que sim: sujinho, pés descalços. Mas como havia um grupo de homens reunidos no meio do parque batendo papo e bebendo cerveja, também poderia ser filho de algum pai  nada responsável (porque, vamos combinar, todo o tempo em que ele ficou brincando com o Pequeno e batendo papo com dois estranhos - eu e Papai - ninguém nem se quer se deu ao trabalho de dar uma olhada no menino).

Parecia ser um pouquinho maior que o Pequeno, mas estava com uma chupeta atada no pescoço com uma corda sujinha. Puxei papo com ele:

- "Ihhh, rapaz! Mas tu ainda chupa bico???"

Ele me respondeu rapidinho:

- "Não. Eu só chupo chupeta." [Eu esqueço que tem muita coisa do gauchês que não tem nada a ver com o carioquês]

Corre pra lá. Corre pra cá. Sobe aqui. Desce lá. Chegou o momento de vir embora.

- "Vamos, filho. Dá tchau pro amigo."  Virei as costas e saí.

Pequeno veio correndo atrás da gente:

- "Mãe, mãe! Ele quer vir com a gente."

Nisso o menininho veio correndo ... e simplesmente se agarrou na minha perna, encostando a cabecinha na minha cintura, como que pedindo carinho. Fiquei surpresa. O instinto foi dar um abraço, fazer um cafunézinho.

Aquela coisinha pequenininha, com a chupeta na boca, olhinho de pidão, me parecia tão indefesa. Por um momento senti pena ...

Que petulância a minha! Passei a tarde lembrando dele, daquele abracinho, pequenininho. E, no final, me dei por conta de que, acho, a carente de verdade ... era eu.